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Contém Spoiler #07 - Frankenstein
Guillermo del Toro aposta na emoção e transforma o monstro em tragédia humana
O clássico Frankenstein, de Mary Shelley, ganhou uma nova leitura no cinema com o filme Frankenstein, dirigido por Guillermo del Toro. A produção aposta em uma abordagem mais emocional da história, transformando o terror tradicional em um drama sobre criação, culpa e rejeição.
Na trama, o cientista Victor Frankenstein desafia os limites da ciência ao criar vida a partir de partes de cadáveres. Mas, diferente de muitas versões anteriores, o filme coloca menos foco no horror e mais nas consequências emocionais desse experimento.
A estética gótica e melancólica reforça a assinatura visual de Del Toro, conhecido por transformar monstros em personagens profundamente humanos. Em vez de sustos, a narrativa aposta em reflexão, mostrando que o verdadeiro terror pode estar na solidão e na rejeição.
⚠️Spoiler:
O filme também revisita momentos importantes da história original. Um dos pontos mais marcantes envolve Elizabeth Lavenza, cuja morte se torna um evento devastador para a criatura. Aqui, o monstro deixa de ser apenas um vilão e passa a ser visto como consequência das escolhas humanas.
Com nove indicações ao Oscar e disponível no catálogo da Netflix, a nova adaptação mostra por que a história de Frankenstein continua atual mais de dois séculos depois de sua criação.
No episódio 7 do Contém Spoiler, o Curtoo comenta essa versão que troca o terror de susto pelo terror da reflexão e mostra como Del Toro transformou o monstro em uma das figuras mais trágicas do cinema recente.