Cultural
Classificação: Livre
ParaChicos - Mariana Arruda buarqueando para crianças
ParaChicos - Mariana Arruda buarqueando para crianças
Sesi Cultura Apresenta:
ParaChicos - Mariana Arruda buarqueando para crianças
PROJETO DE MANUTENÇÃO DO CENTRO CULTURAL SESIMINAS UBERABA - PATROCÍNIO USINA UBERABA E USINA SANTO ÂNGELO.
O Projeto de Manutenção do Centro Cultural Sesiminas Uberaba tem como objetivo dar suporte as atividades do espaço cultural mantendo suas ações artísticas, de formação e fruição da cultura local. O Centro Cultural recebe em média, 115 Atrações nas áreas das Artes Cênicas, Música e Dança. Alcançando anualmente uma média de público de 40.000 pessoas. Mensalmente o espaço recebe atrações das mais variadas áreas e linguagens, produções locais e nacionais. E ocupa dentro do cenário cultural regional um lugar de destaque e relevância.
O projeto de manutenção do espaço propõe a realização de exposições, oficinas, visitas mediadas, espetáculos e ações formativas para profissionais da região.
O Espetáculo:
A palhaçaria é uma das mais fortes frentes de pesquisa do Grupo Maria Cutia. Aliando esse estudo com a pesquisa musical, a atriz e pesquisadora da obra buarqueana, cantora e palhaça do grupo de teatro Maria Cutia, Mariana Arruda, apresenta ParaChicos, em que a palhaça Begônia entra para o Circo Roliúde e traz para cena canções clássicas de Chico Buarque feitas para o universo circense como "Hollywood", "Alô Liberdade" e "Piruetas" - clássicos da trilha do filme Os Saltimbancos Trapalhões. No repertório também estão presentes canções feitas para a trilha do espetáculo O Circo Místico, como "Valsa dos Clowns" e "Ciranda da Bailarina", além das canções feitas para o espetáculo de teatro Os Saltimbancos.
Partindo das memórias de sua infância no Norte de Minas e da relação que a artista tinha com a obra de Chico desde pequena, Mariana Arruda faz uma seleção particular de músicas do compositor carioca. No espetáculo, canções que já são consideradas clássicas do cancioneiro infantil, como as trilhas da peça “Os Saltimbancos” e do filme “Os Saltimbancos Trapalhões”, são interpretadas ao lado de clássicos antes vistos só como “adultos” do músico, como “João e Maria”.
“Essa minha história com o Chico vem desde menina. Me lembro de ficar deitada na cerâmica alaranjada da minha casa lá em São Francisco, no norte de Minas, na beira do Rio, ouvindo „A Banda” e imaginando todas aquelas personagens. Acho que essa foi uma das primeiras canções que cantei quando criança. Me lembro que pensava que „a namorada que contava as estrelas‟ devia ser cheia de verrugas, porque reza a lenda que contar estrela dá verruga”, delicia-se Mariana com suas memórias.
Em ParaChicos, a palhaça Begônia assume personagens como "A Galinha" e "A Gata" que fazem testes para a nova cantora do Circo Roliúde, dita uma carta para o Barão (dono do circo) escrita em uma máquina de escrever sem acentos e treina com a plateia um coro de quem canta no chuveiro em lá. Tudo se inicia com uma bailarina, que apresenta sua paixão pelo Chico e suas memórias de crianças com suas canções, seus trocadilhos, seus jogos com naturalidade e seus cenários de velho oeste, em "Paratodos" e "João e Maria", respectivamente. A bailarina torna-se palhaça e entra no Circo Roliúde, ao lado de uma banda formada por animais. O espetáculo é uma homenagem ao Chico Buarque, ao circo, à palhaçaria. Em intenso diálogo com o público, Begônia canta as canções cheia de teatro, de palhaçada.
A direção musical do espetáculo é assinada por Leandro Aguiar, que recriou os arranjos originais com algumas pitadas de jazz, promovendo um diálogo com a pesquisa de interpretação desenvolvida por Mariana em seus estudos de canto e teatro com a preparadora vocal Babaya Morais. Nesta pesquisa, com brincadeiras de timbres e velocidades, criam-se “vozes” diferentes para cada canção a partir da história cantada na letra. “É um canto cheio de teatro”, afirma a cantora e atriz. “Este espetáculo é a realização de um sonho artístico que tenho há muitos anos, misturando essas histórias biográficas da minha infância, do meu sonho de ser bailarina até a minha trajetória como palhaça de teatro de rua que sempre sonhou em ser palhaça de circo. Em ParaChicos posso ser bailarina, posso ser palhaça de circo, posso cantar canções do Chico que adoro, sempre cheia de teatro”, complementa.
A diretora, figurinista e atriz Lira Ribas assina a direção geral da montagem. Para ela, “o universo do circo atrelado a Chico Buarque nos leva delicadamente à nossa infância, aos momentos de risos com os trapalhões Saltimbancos, a gata charmosa, a galinha diva cantante e até mesmo a bailarina perfeita que eu definitivamente não queria ser”, brinca a diretora. “Um trabalho muito gostoso de participar, poder relembrar as músicas dos Saltimbancos, algumas das minhas preferidas da obra do Chico, além de poder compartilhar este trabalho com a Mariana, uma artista que sabe muito bem o que quer como arte e o que a representa”, pontua Lira.
O espetáculo conta ainda com o estudo de movimento conduzido pela bailarina Eliatrice Gischewski. A dramaturgia brinca com duas atmosferas corporais, a da bailarina e da palhaça, cada uma com movimentos de natureza completamente distintas.
Local
Centro Cultural Sesi Minas Uberaba
Praça Frei Eugênio,
231
Centro
|
Uberaba -
Minas Gerais
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